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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Tardígrado

O filo dos tardígrados é um dos mais fascinantes da natureza. As criaturas microscópicas – além de terem uma aparência adorável – são capazes de sobreviver em diversos tipos de  condições extremas, como no vácuo do espaço e em temperaturas de 80ºC negativos, por exemplo. Até o momento, cientistas encontraram 1000 espécies do filo. Habitam na película que envolve os musgos e os líquenes nas águas doces e nas películas de água que envolvem os grãos de areia nos litorais marítimos.


O seu tamanho não ultrapassa 1 milímetro e o seu corpo é mole com uma região mais estreita. As peças bucais são dois estiletes retrácteis. Possuem quatro pares de patas curtas não articuladas, cada uma delas com duas ou mais terminações adesivas. Deslocam-se muito desajeitadamente. O corpo é recoberto por uma cutícula não quitinosa segregada pela epiderme subjacente, que tem um número constante de células.A cutícula sofre mudas periódicas.Vivem nas águas doces e nos litorais marítimos, mas principalmente na película de água que envolve os musgos e os líquenes. Os que habitam nos litorais marinhos vivem nas películas de água que envolvem os grãos de areia. 


O Mico-leão-dourado - uma espécie em risco de extinção

O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) chama a atenção pela cor vibrante de seus pelos, que varia de dourado a vermelho-dourado. Assim como outros micos e saguis da família Callitrichidae, seu pequeno porte, sua longa cauda e sua agilidade fazem do mico-leão-dourado um dos mais simpáticos animais da nossa fauna.

Os mico-leão-dourado são considerados animais onívoros, ou seja, comem de tudo um pouco. Sua alimentação varia desde frutos, animais invertebrados à até pequenos vertebrados. O mico-leão-dourado vive cerca de oito anos e pode se reproduzir uma ou duas vezes por ano. Quando nascem os filhotes, tanto o pai quanto a mãe ajudam na criação.

sábado, 11 de dezembro de 2021

Falsa-orca

 A falsa-orca (ou negro) é uma espécie oceânica caracterizada por formar laços sociais fortes. É uma das espécies em que se observam arrojamentos em massa com mais frequência. Alimenta-se principalmente de peixes e lulas, embora existam registos de predação sobre outros cetáceos.


A falsa-orca, por sua vez, prefere águas fundas de zonas tropicais e temperadas de todos os oceanos. Ao contrário das orcas, elas preferem águas mais quentes. Elas são frequentemente avistadas em mares e baías semifechadas, como o mar do Japão, o mar vermelho, o golfo pérsico e, ocasionalmente, o mar mediterrâneo. A falsa-orca é avistada principalmente nas águas dos Açores e da Madeira, havendo também alguns registos em águas continentais mais profundas.


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Cria de golfinho -roaz

Golfinho-roaz


O roaz-corvineiro (ou toninha--brava) é geralmente observado em grupos de poucas dezenas de indivíduos, tendo uma dieta generalista. Pode ser observado em águas profundas, mas é também notório por entrar em sistemas fluviais. Tem uma ecologia variada e flexível, dependendo da região e das condições ambientais em que se encontra. O roaz-corvineiro é particularmente conhecido pela comunidade residente que forma no Estuário do Sado (com os registos de presença representados em cor mais clara nos mapas desta ficha), cujos membros estão bem catalogados e são raramente vistos fora do Estuário. No entanto, a espécie pode ser observada por toda a costa continental, embora com menos frequência do que o golfinho-comum. É também avistada regularmente noutros sistemas fluviais, nomeadamente no Estuário do Tejo, na Foz do Arade e no porto de Sines. Nos Açores e na Madeira, a frequência de avistamentos de roaz é comparável à do golfinho-comum, e existem também indivíduos considerados residentes ou associados ao respetivo arquipélago pelo seu elevado grau de fidelidade.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Qual é a constituição das conchas?

Clica na imagem

A concha é um órgão rígido que anteriormente abrigou moluscos, mas pode ser entendida como uma carapaça protetora de outros animais marinhos.

As conchas estão presentes na maioria dos moluscos marinhos externamente, como nas ostras, ou internamente, como nas lulas; e possuem a função de sustentar e proteger esses animais, que possuem o corpo mole.

 

Esquema mostrando a anatomia do mexilhão

terça-feira, 26 de outubro de 2010

AEDES AEGYPTI

Esta espécie é nativa da África e foi descrita originalmente no Egito. É uma das espécies responsáveis pela transmissão do dengue e febre amarela febre amarela (arboviroses). O Aedes aegypti tem a cor escura e manchas brancas pelo corpo.
Utiliza recipientes artificiais com água parada para depositar seus ovos que são fixados acima do nível da água. Estes resistem a longos períodos de dessecação, o que permite que seja transportado facilmente de um local para o outro. Os locais onde normalmente são encontradas suas larvas são: pneus, pratos de vasos, latas, garrafas, caixa d’água e cisternas mal fechadas, latas, vidros, vasos de cemitério, piscinas, lagos e aquários abandonados, entre outros.
As fêmeas picam preferencialmente ao amanhecer e próximo ao crepúsculo, mas podem picar em qualquer hora do dia. Elas podem picar qualquer animal, mas o homem é o mais atacado. Esta espécie abandona o hospedeiro ao menor movimento, passando, desta forma, por vários hospedeiros disseminando-se assim a doença.

Tesourinha II

Lacrainha ou Tesourinha é a designação comum a todos os insectos da ordem dos dermápteros, providos de grandes cercos no final do abdómen em forma de pinça, que lembram uma pequena tesoura, o que motiva seu nome popular.
São, na sua maioria, saprófagos, raramente herbívoros. Habitam locais húmidos e possuem hábitos nocturnos, escondendo-se em abrigos, como fendas em paredes e debaixo de galhos e pedras, durante o dia.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Calau

O calau vive nas florestas tropicais da África e da Ásia. Esta ave come um pouco de tudo: sementes, frutos, animais pequenos, ...
Primeiro calau da Europa gerado em cativeiro nasceu no Zoo de Lourosa e ajuda a preservar a espécie ( in público)

sábado, 14 de novembro de 2009

As penas


(clicar na imagem)

As garras do morcego

O morcego é o único mamífero que tem a capacidade de voar. O animal possui hábitos nocturnos; durante o dia, passa o tempo pendurado de cabeça para baixo em alguma caverna, ponte ou outro lugar escuro. O principal motivo pelo qual os morcegos ficam nessa posição é que, desta forma, se encontram em uma posição ideal para alçar vôo.Os morcegos não conseguem se lançar no ar como as aves, necessita se lançar de um lugar alto para poder voar. Por isso, eles usam suas garras para subir nos tectos das cavernas, por exemplo, porque caso necessite sair voando, ele já está na posição ideal. Ficar pendurado de cabeça para baixo também é uma boa maneira de se esconder de predadores, além de existir pouca competição para conseguir esses locais de abrigo. Esses animais possuem adaptações fisiológicas que os permitem ficar pendurados sem nenhum esforço. Outro aspecto importante é que suas artérias e veias fazem com que o sangue circule para cima, mesmo quando estiverem de cabeça para baixo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os Ouriços

Os ouriços são animais principalmente noturnos, que se alimentam de insectos, caracóis, lesmas e de vegetais. Os seus predadores principais são as corujas e os furões. O ouriço conta com a sua coloração como camuflagem, mas quando ameaçado enrola-se numa bola expondo apenas a face coberta de espinhos. Hiberna entre Novembro e Março. É um animal solitário e territorial, de hábitos essencialmente nocturnos, podendo ser observado nas últimas horas do dia e ao amanhecer. Alimenta-se sobretudo de invertebrados que encontra no solo - minhocas, escaravelhos, lagartas, aranhas e lesmas - embora também por vezes consuma ovos e pequenos vertebrados - sapos, lagartos, crias de roedores e de aves. Também come peixe, até porque é um excelente nadador. Consome cerca de 70 g de alimentos por noite. A época da reprodução verifica-se de Abril a Agosto, tendo a gestação uma duração de 12 a 13 semanas. Cada ninhada é composta por 4 a 6 crias. Tem uma longevidade máxima de 7 a 10 anos, vivendo em média 3. As principais causas de mortalidade são a fome durante a hibernação e a predação por parte de raposas, texugos ou mesmo cães. 

sábado, 6 de junho de 2009

salamandras-gigantes

Os criptobranquídeos são as maiores salamandras existentes na actualidade, com comprimentos que chegam aos 1,8 metros nos adultos asiáticos. O corpo é comprimido dorso-ventralmente, o que lhes dá um aspecto achatado e lhes permite encontrar refúgio em fendas rochosas. As salamandras-gigantes têm quatro dedos nas patas dianteiras, cinco nas patas traseiras e barbatana caudal. A metamorfose é incompleta e os adultos não apresentam brânquias, respirando sobretudo através da pele e em menor proporção pelos pulmões. Para tornar este modo de respiração eficiente, os criptobranquídeos desenvolveram várias adaptações como pele de grande área, disposta em pregas ao longo do corpo e muito vascularizada.
As salamandras-gigantes são carnívoras e alimentam-se de peixes, salamandras menores, crustáceos e moluscos. A fertilização é externa e os ovos, fixos pela fêmea a rochas subaquáticas, são depois protegidos pelo macho.

Conolophus rosada

A Iguana-Rosada ou Iguana-Rosa Conolophus rosada ou Conolophus Rosa é uma espécie de iguana que habita as Ilha de Galápagos. Ela possui cerca de 45 espécimes que vivem na encosta do vulcão Lobo, na Ilha Isabela, maior do arquipélago de Galápagos, chega a medir 100 cm e pesar 12 kg, essa espécie é um dos animais mais raros do planeta.
land iguana

Solenodon paradoxus

O Solenodon paradoxus é o mamífero mais raro do ponto de vista evolutivo. Quando agarra uma presa, com seus dentes, injeta um líquido venenoso - característica somente é encontrada em fósseis. A espécie tem 73 milhões de anos e alimenta-se de invertebrados, répteis, aves e frutos.

Proteus Anguinus - Salamandra das Cavernas

O proteus (Proteus anguinus) é um anfíbio cego endémico às águas subterrâneas das cavernas dos carstes dináricos do sul da Europa. O seu habitat inclui as águas que fluem debaixo do solo através da extensa região calcária que inclui as águas da bacia do rio Soča, perto de Trieste, Itália, através do sul da Eslovénia, sudoeste da Croácia, e a Herzegovina. O proteus é a única espécie no seu género, Proteus, o único representante europeu da família Proteidae, e o único Cordado europeu que habita exclusivamente nas zonas sem luz de cavernas.
A característica mais notável desta espécie a sua adaptação a uma vida em escuridão completa no seu habitat subterrâneo. Os olhos do proteus são subdesenvolvidos, tornando-os cegos, enquanto que os seus outros sentidos, particularmente o olfacto e a audição, são bastante desenvolvidos. Não tem nenhuma pigmentação na sua pele. Ao contrário da maior parte dos anfíbios, o proteus é exclusivamente aquático e come, dorme e reproduz-se debaixo de água, retendo características larvares tais como brânquias externas durante a fase adulta.



The natural habitat of the Proteus anguinus is marked in dark red.



Cave salamander - overview

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O bébé mamute de 37 000 anos

Um filhote de mamute conservado por 37.000 anos no gelo da Rússia Ártica pode abrir um novo capítulo no estudo de animais pré-históricos. Segundo os cientistas locais, o corpo do mamute bebê foi tão preservado pelas baixas temperaturas que será possível estudá-lo e entender o organismo do mamífero, extinto há cerca de 5.000 anos.
Os mamutes desapareceram de quase todo o planeta no fim da Era do Gelo, há 10 mil anos. Alguns cientistas atribuem esse desaparecimento ao fim do habitat deles, a grande estepe gelada que cobria quase toda a Eurásia na Era Glacial. Outros, porém, consideram que ele foi extinto por caçadores humanos. Uma população "nanica" dos mamutes-lanosos resistiu na ilha de Wrangel, no Ártico siberiano, até por volta do ano 1700 a.C. clique aqui

domingo, 22 de março de 2009

A Camuflagem e o Mimetismo

Há animais que têm a capacidade de se camuflarem com o meio em que vivem para tirar alguma vantagem. A camuflagem pode ser útil tanto ao predador, quando deseja atacar uma presa sem que esta o veja, ou para a presa, que pode se esconder mais facilmente de seu predador.
Existem dois tipos de camuflagem, a Homocromia, é um meio de defesa ou ataque em que a cor do animal é muito semelhante à cor de fundo do meio em que esse animal vive. Este método é muito utilizado pelos animais para se fundirem com o meio envolvente ficando assim invisíveis ao olhar dos predadores ou presas.
e a Homotipia, onde o animal tem a forma de objectos que compôe o meio. O bicho-pau, que tem forma de graveto e fica em árvores que têm galhos semelhantes à forma de seu corpo.
O Mimetismo semelhante à camuflagem, só que ao invés de se parecerem com o meio, os animais que praticam o mimetismo tentam se parecer com outros animais, com intuito de parecer quem não é.
- Mimetismo de Defesa Batesiano: os animais tentam se parecer com outros de espécies diferentes que têm mau gosto ou são venenosos.

Mimetismo de Defesa Mulleriano: Os animais se assemelham a outros animais que têm mau gosto, e por isso seus predadores não os atacam.
Mimetismo de ataque
Os mimetismos de ataque correspondem a animais predadores que adoptam um aspecto parecido ao da presa para se puderem aproximar sem serem descobertos.
Mimetismo reprodutivo - Muito comum em plantas, com flores ou partes delas que se assemelham à fêmea de um insecto, com o intuito de que o macho se pouse e acabe por fertilizar a planta.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gato Bravo

Classe - Mammalia (mamíferos)
Ordem - Carnivora (carnívoros)
Família - Felidae (felídeos)
Género - Felis
Espécie - Felis silvestris
Nomes comuns -gato-bravo, gato-cabeçana, gato-montês









Carnívoro de médio porte, semelhante a um gato doméstico ( Felis catus) listado ou malhado, mas mais robusto. A principal característica distintiva da espécie é a sua cauda grossa e de aspecto tufado, que apresenta 3 a 5 anéis pretos, largos e bem espaçados, terminando numa ponta negra arredondada.
Animal esquivo e de hábitos nocturnos, o gato-bravo é extremamente difícil de observar na natureza. Contudo é possível encontrar indícios da sua presença: pegadas arredondadas, geralmente maiores que as de um gato doméstico (embora possa ocorrer alguma sobreposição), nas quais apenas 4 dedos (sem garras) e a almofada principal, trilobada, são visíveis (o 5º dedo da pata anterior e a almofada metacárpica não ficam marcados); excrementos compactos de forma cilíndrica, muitas vezes pontiagudos nas extremidades e, quando frescos, com um forte odor almiscarado.

Alimenta-se maioritariamente de lagomorfos (principalmente coelho-bravo) e roedores.
Os acasalamentos ocorrem no final do Inverno e na Primavera e os nascimentos entre Abril e Setembro, com um pico em Maio. O período de gestação é de 63 a 70 dias e, em média, as ninhadas são de 3 a 7 crias, que nascem cegas mas cobertas de pêlo (mais escuro e com marcas mais distintas que o adulto). Apenas a fêmea presta cuidados às crias, que se tornam independentes aproximadamente aos 5 meses de idade. A maturidade sexual é alcançada aos 10-12 meses.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pinguim- Imperador

É um dos poucos animais que vive no continente gelado durante o inverno, quando as temperaturas podem chegar a menos de 60º C negativos. Curiosamente, esta também é a estação do ano que o pinguim imperador escolheu para se reproduzir - a maioria das aves faz isso na primavera.
É a maior de todas as espécies de pinguins e pode alcançar mais de 1,20 metro de altura e pesar mais de 40 kg.
Sua pelagem é cinzenta azulada nas costas, branca no abdómen e preta na cabeça e barbatanas. O adulto se caracteriza por apresentar grandes manchas alaranjadas ou amarelas nos lados do pescoço. São bem gordos (possuem uma grossa camada de gordura), o que os ajuda a suportar o frio. Seus pés têm garras fortes, para agarrar o gelo enquanto andam. Comem pequenos peixes, krill e lulas.
O pinguim imperador é a única espécie de pinguim que não é territorial. Como animal social, ele vive em grandes bandos, o que o ajuda a se aquecer quando é necessário. Durante uma tempestade de inverno, por exemplo, os pinguins imperadores se agrupam em um grande círculo, que gira enquanto seus membros se revezam entre a borda e o centro: quem já se aqueceu dá a vez para quem estava "congelando" na beirada. Apesar de parecerem desajeitados na terra, dentro da água são óptimos nadadores: atingem a velocidade de até 60 km/h, podem mergulhar a uma profundidade de mais de 500 metros e ficar submersos por até 20 minutos. Os predadores naturais do pinguim imperador incluem a orca, a foca-leopardo e os tubarões.
Todos os anos, milhares de pinguins imperadores fazem uma longa jornada e se encontram no centro do continente gelado para se reproduzir. Os casais se formam, acasalam e, dentro de algumas semanas, a fêmea bota apenas um ovo. Ela o deixa com o macho e enfrenta uma jornada de 80 km em direcção ao mar, para se alimentar. Os pinguins machos aquecem o ovo com seus corpos e o protegem do frio durante dois meses, sem comer. Os filhotes nascem e as fêmeas retornam, alimentadas. Elas regurgitam a comida para alimentar os pequenos pinguins, e então é a vez dos machos irem para o mar se alimentar, enquanto as mães assumem os cuidados com os filhotes. Enquanto crescem, os pinguins ficam reunidos em grupos chamados "creches". Quando atingem a independência, eles realizam sua primeira jornada e vão para o mar pescar por conta própria.