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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Azevinhos - espécies ameaçadas

O azevinho comum é um arbusto de crescimento muito lento, atingindo em adulto de quatro a seis metros de altura. Pode viver 100 anos ou mais.
As folhas alternas, inteiras, possuem um pecíolo curto e um limbo de 5 a 7 cm de comprimento, coriáceo, de forma geral ovalada e bordo ondulado e espinhoso, por vezes liso em indivíduos idosos. De um verde brilhante escuro na face superior, mais claras na face inferior, possuem espinhos afiados. As folhas persistem em geral três anos. A casca do tronco é cinzenta clara e lisa. Os frutos, que aparecem apenas nas plantas femininas, são pequenas drupas esféricas de 7 a 10 mm de diâmetro, de um vermelho brilhante, por vezes amarelas, quando maduras, contendo quatro grainhas lenhosas. Amadurecem no fim do verão, persistindo durante todo o inverno.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ornitorrinco

Do Grego ornis, ornithos, ave, e runkhos, bico, o ornitorrinco é um mamífero ovíparo originário da Austrália e da Tasmânia. Tem a particularidade de por ovos, apesar de ser um mamífero ( o período de incubação dos ovos é de 10 dias). Quando as crias estão no interior dos ovos, possuem um dente, que se destina a partir a casca do ovo. Este dente cai pouco depois do nascimento.
O Ornitorrinco tem bico de pato, o corpo coberto de pêlo, cauda achatada, nada como um peixe e tem patas com membranas entre os dedos.
O Ornitorrinco é carnívoro, as larvas de insecto e os invertebrados são o seu principal alimento.A poluição dos rios e lagos tem destruído significativamente a população dos Ornitorrincos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Espécies em extinção

O equidna-ouriço é coberto de espinhos. Suas patas são apropriadas para cavar, o que permite ao animal enterrar-se em um terreno duro em apenas poucos minutos. Os espinhos do dorso são salientes e outros se projetam dos lados. Não existe nenhuma maneira de se alcançar seu lado inferior, que é desprotegido. Quem tentar atacá-lo, será picado. Além do mais, o équidna-ouriço possui, nas patas traseiras, esporas venenosas cuja picada é muito dolorosa. O equidna-ouriço é parente próximo do ornitorrinco, embora ele não seja nada parecid0.
Existem 5 espécies, de aparência e comportamento semelhantes, encontradas na Tasmânia, Austrália e Nova Guiné. A mais conhecida dessas espécies é ( équidna porco-espinho da Austrália.Ele costuma viver em grandes altitudes. Seus espinhos, assim como nos ouriços e porcos-espinhos, servem para proteção.Como defesa, assim como o ouriço, ele se enrola numa bola de espinhos ou enterra-se na terra, deixando pra fora os espinhos. O seu sentido da visão é extremamente apurado.
A equidna é um animal solitário e de hábitos nocturnos. O equidna-ouriço passa o dia em uma toca, e só sai à noite para caçar minhocas, insectos e, principalmente, formigas e cupins. Ele procura alimento com o focinho comprido e tubiforme e o apanha com a língua viscosa. Possui um bico longo, do qual ele puxa a sua presa.
A forma como ele pega na comida é semelhante ao tamandua bandeira, sendo por isso apelidado de "tamanduá de espinhos". A boca é pequena e não tem dentes. (Os equidnas podem também ter dentes, mas eles são de cartilagem e acabam caindo com o tempo). A fêmea põe o ovo numa dobra da pele que aparece no seu ventre na época da postura.
A fêmea bota os ovos apenas uma vez por ano. O filhote ali nasce e permanece durante 6 a 8 semanas, obtendo leite das glândulas mamária espalhadas por toda a região peitoral. Ao contrário dos outros mamíferos, as fêmeas da equidna, como as do ornitorrinco, não possuem mamilos.

Espécies em extinção

As hienas são animais carnívoros de médio a grande porte que ocupam lugares cimeiros na cadeia alimentar . A sua cabeça é grande em relação ao corpo, com orelhas relativamente grandes que terminam em bico ou arredondada, e músculos maxilares poderosos. As patas traseiras, fortemente musculadas, são mais curtas que as patas da frente, o que dá um aspecto assimétrico ao animal. Apesar de serem caçadores eficientes, grande parte da alimentação das hienas é à base de carcaças que encontram ou que roubam a outros carnívoros. As hienas não são corredoras de velocidade, mas são resistentes e podem perseguir uma presa ao longo de vários quilómetros. A dentição é composta por 32 a 34 dentes fortes e adaptados à mastigação de ossos. O seu sistema digestivo está bastante bem adaptado à digestão de ossos e outras partes mais duras das suas presas. Esta eficiência em aproveitar todos os nutrientes de uma carcaça é uma das razões para o sucesso evolutivo do grupo - no qual as formas meramente corredoras, com uma dentição mais adaptada ao consumo de partes moles, desapareceram pela competição ecológica com os canídeos. As hienas são animais gregários e têm hábitos nocturnos, embora possam pontualmente estar activas de dia.
Suas sociedades são dominadas pelas fêmeas, o que não é comum entre mamíferos, e as fêmeas têm níveis de agressividade muito altos, gerando hormonas masculinas, o que de facto interfere na procriação. Até as crias são muito agressivas e é comum matarem-se umas as outras. As hienas nascem com os olhos abertos e os dentes inteiramente formados.
Vivem em clãs de até quarenta animais. Costumam caçar as presas como os lobos e raramente atacam em emboscada.

Espécies em extinção

O bicho-preguiça de coleira é um dos animais ameaçados de extinção.
O bicho-preguiça, cujo nome científico é Bradypus variegatus, tem como estratégia de sobrevivência os movimentos lentos e silenciosos e a pelagem que se confunde com as árvores, desviando a atenção dos predadores naturais. Natural da Mata Atlântica e da Amazônia, o preguiça pode ser encontrado também em outros países da América do Sul e da América Central. Embora ainda não seja considerado um animal em extinção, está desaparecendo em diversas regiões onde era comum - como no Nordeste brasileiro.
Animais de hábitos solitários, os machos e as fêmeas só se encontram para acasalar. A gestação dura de seis a oito meses, nascendo apenas um filhote, entre os meses de agosto e setembro. Quando adulto, um bicho preguiça pode pesar até cinco quilos e medir 59 centímetros da ponta do nariz à ponta da cauda. A cria mama durante um mês, permanecendo com a mãe até aos cinco meses, para aprender a movimentar-se e alimentar-se sozinho. Actualmente, o homem é seu principal predador, já que os predadores naturais, aves de rapina e grandes felinos, estão em extinção.



Espécies em extinção

A planta Puya raimondii é notável por ser a espécie de Bromeliaceae de maior altura conhecida, podendo alcançar até 3 m de altura em crescimento vegetativo e a sua espiga floral de 9 a 10 m. Outras espécies também são altas, com a vara floral podendo alcançar na maioria das vezes entre 1 a 4 m de altura. O nome "Puya" é originária do idioma Mapuche (Chile) que significa "cabo". ( produz sementes uma única vez em 80 anos)
O IUCN chama a atenção para os efeitos das mudanças climáticas sobre uma espécie de bromélia encontrada nos Andes do Peru e da Bolívia, que continua na lista de ameaçadas, A Puya raimondii. As mudanças climáticas estariam enfraquecendo sua habilidade de florescer. Além disso, esécies jovens também estariam sendo comidos pelo gado criado solto na região.

Espécies em extinção

Nectophrynoides asperginis, conhecido como sapo-de-Kihansi é uma espécie de sapo que sofre o risco de desaparecer, uma vez que já não existe no ambiente selvagem, e vive somente em cativeiro. Esta espécie de sapo que vivia exclusivamente nas cachoeiras Kihansi, na Tanzânia, passou a ser considerada extinta em áreas selvagens. O animal havia entrado na lista de ameaçados devido à construção de uma represa, que removeu 90% do fluxo original de água. Posteriormente, uma doença causada por fungos teria sido a responsável pela extinção.
Devido a perdas de habitats, a degradação, a super exploração, a poluição e as mudanças climáticas, 36% das 47.677 espécies catalogadas pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) correm o risco de desaparecerem da superfície terrestre. Os anfíbios são os mais ameaçados, com 1895 (30%) das 6285 espécies conhecidas. Entre os peixes de água doce, 37% estão ameaçados.
Entre os mamíferos conhecidos, 21% estão em risco de desaparecer ; entre os pássaros, 14%; entre as plantas, 70%; entre os répteis, 28%, e entre os invertebrados, 35%. Mais de 2,8 mil espécies foram adicionadas na lista deste ano (em 2008 eram 44.838).
Números da Lista Vermelha da IUCN 2009
Espécies catalogadas – 47.677
Extintas – 875 (2%)
Ameaçadas – 17.291 (36%) – Criticamente em risco – 3.325, Em risco – 4.891 e Vulnerável – 9.075
Próxima de estar ameaçada – 3.650 (8%)
Baixo risco (dependente de conservação) – 281 (<1%)>

sábado, 6 de junho de 2009

Leptotyphlops carlae

Descoberta em 2006, pelo biólogo Blair Hedges, a Leptotyphlops carlae é considerada a cobra mais pequena do mundo. Tem, em média, dez centímetros de comprimento, vive na ilha de Barbados (Caraíbas) e pode ficar extinta dentro de poucos meses.
Ao contrário das cobras grandes que chegam a pôr 100 ovos de uma vez, a fêmea de Leptotyphlops carlae só põe um ovo enorme. Quando a cobra nasce tem cerca de metade do tamanho de um adulto, o que é uma proporção anormal, já que a maioria tem juvenis muito pequenos.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os lemures

Os Lemures (família Lemuridae) são naturais de Madagáscar e de algumas ilhas do arquipélago de Camoras, a oeste do norte de Madagáscar. Estes primatas habitam em todo o tipo de meio ambiente onde existam árvores e vegetação alta. Todas as espécies deste grupo têm as extremidades anteriores mais curtas que as posteriores. Alimentam-se de frutas, flores e, por vezes, de alguns invertebrados.

Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
Ramo: Bilateria
Filo: Chordata
Sub-filo: Vertebrata
Superclasse: Gnathostomata
Classe: Mamalia
Subclasse: Eutheria
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Lemuriformes
Superfamília: Lemuroidea
Família: Lemuridae, Megalapidae, Cheirogaleidae, Indridae
Família Megalapidae

Os Lemures da família Megalapidae são naturais de Madagáscar. De hábitos herbívoros, arbóreos e nocturnos, passam a maior parte do dia dormindo em troncos de árvores e emaranhados de lianas. Mostram ser solitários. São saltadores e trepadores verticais, mostrando dificuldade de movimentação em troncos horizontais e no solo. As extremidades superiores são mais curtas que as inferiores. Todos os lemures da família Megalapidae encontram-se sob ameaça e em perigo de extinção. Duas das principais causas são a destruição das florestas e o facto de estas espécies integrarem a alimentação dos habitantes de Madagáscar.

Lemures pigmeus

Os Lemures pigmeus são oriundos da ilha de Madagáscar. Todos têm hábitos nocturnos, dormindo durante o dia. Todas os indivíduos das espécies de Lêmures pigmeus são bastante pequenos. O maior não passa dos 30 cm, sem a cauda. O menor, um adulto, pode pesar menos de 30 gramas. Neste grupo, algumas espécies são muito dóceis enquanto que outras são um pouco agressivas.

Lemures sedosos

Os Lemures sedosos (família Indridae) são naturais dos bosques de Madagáscar. Estes animaizinhos são principalmente arbóreos, mas também se deslocam em terra. Excepto o Avahi laniger que é nocturno, são mais activos durante o dia.