Mostrar mensagens com a etiqueta meio aquático. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta meio aquático. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Krill antárctico

O krill antárctico (Euphausia superba) é uma espécie de krill ( Krill é o nome colectivo dado a um conjunto de espécies de animais invertebrados semelhantes ao camarão antártico ) que vive nas águas do Oceano Antártico. Este invertebrado vive em grande grupos, por vezes atinge densidades de 10 000 a 30 000 indivíduos por metro cúbico. Alimenta-se de pequenas algas (fitoplancton) e organismos (Zooplancton). Crescem até uma dimensão de 6 cm, pesando até 2 gramas e podem viver até 6 anos.
A excessiva pesca do Krill coloca em risco o ecossistema marinho da Antártida já que este serve de alimento às baleias e a muitas das espécies referidas nos posts anteriores. O krill é assim muito importante para a maior parte das cadeias alimentares, servindo de alimento para lulas, focas, como a foca leopardo, pinguins e outras aves. Quando o krill se desloca, todos os animais vão atrás dele: os que comem krill e os que comem quem come krill. Uma equipa de cientistas britânicos descobriu um habitat de krill antárctico a três mil metros de profundidade, nas águas da Península Antárctica. Até agora os investigadores pensavam que o Euphausia superba, um crustáceo parecido com o camarão, só vivia na camada superior do oceano.
Segundo os cientistas do Centro Britânico Antártico, em Cambridge, e do Centro Nacional de Oceanografia de Southampton, encontrar o pequeno camarão (Euphausia superba) nessas profundidades altera a forma de pensar dos pesquisadores sobre a cadeia alimentar dos oceanos.
Segundo os responsáveis, encontrar uma população activa, a alimentar-se e em pleno período de desova quase no fundo do mar, altera completamente o conhecimento sobre a maior fonte de alimento para peixes, lulas, pinguins, focas e baleias da região.
Até agora, acreditava-se que o krill antártico se alimentava das algas que cresciam na parte inferior do gelo e de fitoplancton livre até os 150 metros de profundidade.
Os biólogos dizem que esta espécie é uma das maiores fontes de proteínas do planeta e que pode ser pescada com facilidade para consumo doméstico. O peso total do krill antárctico está calculado entre 50 e 150 milhões de toneladas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Elysia Chlorotica


A. Larva
B. Jovem lesma do mar após sofrer metamorfose.
C. Jovem adulto.
D. Lesma do mar adulta.
A Elysia chlorotica é uma pequena lesma marinha com 3 cm de comprimento que vive na costa atlântica da América do Norte, e que consegue uma proeza até hoje desconhecida na Natureza entre os seres do reino Animal: depois de comer uma alga adquire a capacidade de fotossintetizar, característica das plantas e das algas.

sábado, 21 de março de 2009

A Castanheta...


A castanheta-azul forma cardumes fora dos limites do recife de coral. Aí captura zooplâncton, em especial copépodes. É um peixe tímido que se esconde quando é importunado. Tal como em todas as espécies pertencentes a esta família, é o macho que guarda os ovos até à eclosão.

Habita recifes rochosos e áreas com areia e erva. Pequeno peixe microcarnívoro que se alimenta de pequenos animais que vivem na coluna de água ou associados ao fundo. Durante a maior parte do ano, machos adultos, fêmeas e juvenis, vivem em cardumes de várias dezenas de animais, e morfologicamente são idênticos. De Junho a Setembro tem lugar aquele que é o acontecimento mais importante no ciclo de vida de qualquer animal, e que condiciona todos os aspectos da sua biologia e ecologia, isto é, a reprodução.

A castanheta-das-rochas é um dos peixes tropicais mais comuns, e o facto de tolerar temperaturas que podem atingir os 37º C, permite encontrá-la em zonas pouco convidativas para a maioria dos outros. Os adultos povoam zonas pouco profundas, como recifes, enquanto que os juvenis, são mais comuns entre sargassos flutuantes. Como em todos os peixes desta família, é o macho que guarda os ovos. Para além das típicas 5 listras pretas verticais, uma característica interessante, é o facto de, na altura da reprodução, o macho exibir uma coloracão azulada. É muito comum observar-se cardumes de várias centenas de indivíduos adultos a alimentarem-se. A dieta inclui algas, pequenos crustáceos, peixe, bem como uma enorme variedade de larvas de invertebrados.


sexta-feira, 6 de março de 2009

Criaturas misteriosas...

Engyophrys sanctae laurenti
Zona abissal é a região que vai além do talude continental, ou seja, é a região mais profunda dos oceanos, correspondendo ao espaço oceânico entre 3.000 e 6.000 metros de profundidade. Hoje em dia, sabe-se que existem espécies de peixes que nadam a 300 metros de profundidade, mas que podem chegar a 400 metros tranquilamente.

Idiacanthus antrostomus
A luz solar não é capaz de penetrar na zona abissal, resultando em um ambiente de extrema escuridão e de baixas temperaturas (entre 0 a 4ºC) e apresenta uma pressão tão alta que pode esmagar um cilindro de oxigénio (cilindro de mergulho). Até meados do século XX, os cientistas afirmavam que era impossível existir vida no mar abaixo dos 500 metros.

Tomopteriskils
Posteriormente, descobriram que existem algumas espécies que de alguma forma se adaptaram à altíssima pressão da zona abissal, à situação de pouco alimento e de reprodução difícil: os chamados seres abissais. As adaptações dos peixes abissais são impressionantes, alguns têm boca e estômago capazes de engolir e digerir presas com o dobro do seu tamanho, pois a comida é escassa, eles precisam de se garantir quando chega a hora de comer.

Linophryne sp
Os peixes abissais possuem uma aparência muito estranha e curiosa; possuem luzes em seus próprios corpos para atrair as presas. Algumas espécies possuem enormes mandíbulas, capazes de devorar presas duas ou três vezes maiores do que elas mesmas.

Torpedo ocellata
Um dos peixes mais importantes e conhecidos da zona abissal é sem dúvida o Melanocetus johnsoni. Ele possui uma boca grande com dentes afiados, olhos pequenos e uma espécie de “isca” com bactérias luminescentes, que atraem as presas. Esta isca é um apêndice luminoso na cabeça que move-se em torno da enorme boca. As presas pensam que vão petiscar o ponto de luz, mas a realidade não é o que parece. Elas serão devoradas impiedosamente

Melanocetus johnsoni