segunda-feira, 23 de março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

A Camuflagem e o Mimetismo

Há animais que têm a capacidade de se camuflarem com o meio em que vivem para tirar alguma vantagem. A camuflagem pode ser útil tanto ao predador, quando deseja atacar uma presa sem que esta o veja, ou para a presa, que pode se esconder mais facilmente de seu predador.
Existem dois tipos de camuflagem, a Homocromia, é um meio de defesa ou ataque em que a cor do animal é muito semelhante à cor de fundo do meio em que esse animal vive. Este método é muito utilizado pelos animais para se fundirem com o meio envolvente ficando assim invisíveis ao olhar dos predadores ou presas.
e a Homotipia, onde o animal tem a forma de objectos que compôe o meio. O bicho-pau, que tem forma de graveto e fica em árvores que têm galhos semelhantes à forma de seu corpo.
O Mimetismo semelhante à camuflagem, só que ao invés de se parecerem com o meio, os animais que praticam o mimetismo tentam se parecer com outros animais, com intuito de parecer quem não é.
- Mimetismo de Defesa Batesiano: os animais tentam se parecer com outros de espécies diferentes que têm mau gosto ou são venenosos.

Mimetismo de Defesa Mulleriano: Os animais se assemelham a outros animais que têm mau gosto, e por isso seus predadores não os atacam.
Mimetismo de ataque
Os mimetismos de ataque correspondem a animais predadores que adoptam um aspecto parecido ao da presa para se puderem aproximar sem serem descobertos.
Mimetismo reprodutivo - Muito comum em plantas, com flores ou partes delas que se assemelham à fêmea de um insecto, com o intuito de que o macho se pouse e acabe por fertilizar a planta.

sábado, 21 de março de 2009

A Castanheta...


A castanheta-azul forma cardumes fora dos limites do recife de coral. Aí captura zooplâncton, em especial copépodes. É um peixe tímido que se esconde quando é importunado. Tal como em todas as espécies pertencentes a esta família, é o macho que guarda os ovos até à eclosão.

Habita recifes rochosos e áreas com areia e erva. Pequeno peixe microcarnívoro que se alimenta de pequenos animais que vivem na coluna de água ou associados ao fundo. Durante a maior parte do ano, machos adultos, fêmeas e juvenis, vivem em cardumes de várias dezenas de animais, e morfologicamente são idênticos. De Junho a Setembro tem lugar aquele que é o acontecimento mais importante no ciclo de vida de qualquer animal, e que condiciona todos os aspectos da sua biologia e ecologia, isto é, a reprodução.

A castanheta-das-rochas é um dos peixes tropicais mais comuns, e o facto de tolerar temperaturas que podem atingir os 37º C, permite encontrá-la em zonas pouco convidativas para a maioria dos outros. Os adultos povoam zonas pouco profundas, como recifes, enquanto que os juvenis, são mais comuns entre sargassos flutuantes. Como em todos os peixes desta família, é o macho que guarda os ovos. Para além das típicas 5 listras pretas verticais, uma característica interessante, é o facto de, na altura da reprodução, o macho exibir uma coloracão azulada. É muito comum observar-se cardumes de várias centenas de indivíduos adultos a alimentarem-se. A dieta inclui algas, pequenos crustáceos, peixe, bem como uma enorme variedade de larvas de invertebrados.


quinta-feira, 12 de março de 2009

Os lemures

Os Lemures (família Lemuridae) são naturais de Madagáscar e de algumas ilhas do arquipélago de Camoras, a oeste do norte de Madagáscar. Estes primatas habitam em todo o tipo de meio ambiente onde existam árvores e vegetação alta. Todas as espécies deste grupo têm as extremidades anteriores mais curtas que as posteriores. Alimentam-se de frutas, flores e, por vezes, de alguns invertebrados.

Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
Ramo: Bilateria
Filo: Chordata
Sub-filo: Vertebrata
Superclasse: Gnathostomata
Classe: Mamalia
Subclasse: Eutheria
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Lemuriformes
Superfamília: Lemuroidea
Família: Lemuridae, Megalapidae, Cheirogaleidae, Indridae
Família Megalapidae

Os Lemures da família Megalapidae são naturais de Madagáscar. De hábitos herbívoros, arbóreos e nocturnos, passam a maior parte do dia dormindo em troncos de árvores e emaranhados de lianas. Mostram ser solitários. São saltadores e trepadores verticais, mostrando dificuldade de movimentação em troncos horizontais e no solo. As extremidades superiores são mais curtas que as inferiores. Todos os lemures da família Megalapidae encontram-se sob ameaça e em perigo de extinção. Duas das principais causas são a destruição das florestas e o facto de estas espécies integrarem a alimentação dos habitantes de Madagáscar.

Lemures pigmeus

Os Lemures pigmeus são oriundos da ilha de Madagáscar. Todos têm hábitos nocturnos, dormindo durante o dia. Todas os indivíduos das espécies de Lêmures pigmeus são bastante pequenos. O maior não passa dos 30 cm, sem a cauda. O menor, um adulto, pode pesar menos de 30 gramas. Neste grupo, algumas espécies são muito dóceis enquanto que outras são um pouco agressivas.

Lemures sedosos

Os Lemures sedosos (família Indridae) são naturais dos bosques de Madagáscar. Estes animaizinhos são principalmente arbóreos, mas também se deslocam em terra. Excepto o Avahi laniger que é nocturno, são mais activos durante o dia.


terça-feira, 10 de março de 2009

Energia das Ondas em Portugal



O primeiro parque de ondas pré-comercial do mundo foi inaugurado em Portugal a 23 de Setembro de 2008. Localizado ao largo da Aguçadora, Póvoa do Varzim, tem 3 máquinas Pelamis - desenvolvidas por uma empresa britânica. Parecem enormes cobras que oscilam ao sabor do mar.




sexta-feira, 6 de março de 2009

Criaturas misteriosas...

Engyophrys sanctae laurenti
Zona abissal é a região que vai além do talude continental, ou seja, é a região mais profunda dos oceanos, correspondendo ao espaço oceânico entre 3.000 e 6.000 metros de profundidade. Hoje em dia, sabe-se que existem espécies de peixes que nadam a 300 metros de profundidade, mas que podem chegar a 400 metros tranquilamente.

Idiacanthus antrostomus
A luz solar não é capaz de penetrar na zona abissal, resultando em um ambiente de extrema escuridão e de baixas temperaturas (entre 0 a 4ºC) e apresenta uma pressão tão alta que pode esmagar um cilindro de oxigénio (cilindro de mergulho). Até meados do século XX, os cientistas afirmavam que era impossível existir vida no mar abaixo dos 500 metros.

Tomopteriskils
Posteriormente, descobriram que existem algumas espécies que de alguma forma se adaptaram à altíssima pressão da zona abissal, à situação de pouco alimento e de reprodução difícil: os chamados seres abissais. As adaptações dos peixes abissais são impressionantes, alguns têm boca e estômago capazes de engolir e digerir presas com o dobro do seu tamanho, pois a comida é escassa, eles precisam de se garantir quando chega a hora de comer.

Linophryne sp
Os peixes abissais possuem uma aparência muito estranha e curiosa; possuem luzes em seus próprios corpos para atrair as presas. Algumas espécies possuem enormes mandíbulas, capazes de devorar presas duas ou três vezes maiores do que elas mesmas.

Torpedo ocellata
Um dos peixes mais importantes e conhecidos da zona abissal é sem dúvida o Melanocetus johnsoni. Ele possui uma boca grande com dentes afiados, olhos pequenos e uma espécie de “isca” com bactérias luminescentes, que atraem as presas. Esta isca é um apêndice luminoso na cabeça que move-se em torno da enorme boca. As presas pensam que vão petiscar o ponto de luz, mas a realidade não é o que parece. Elas serão devoradas impiedosamente

Melanocetus johnsoni

quinta-feira, 5 de março de 2009

Os mais velozes...

O antilocapra
O antilocapra é o mamífero mais rápido em longas distâncias, 98,2 Km/h
Ordem: Artiodactyla

Família: Antilocapridae
Nome Popular: Antilocapra
Nome Científico: Antilocapra americana
Distribuição: O antilocapra vive atualmente em certas regiões do Canadá, Estados Unidos e México.Habitat: Vive em zonas de semi-desertos e planícies de plantas espinhentas.Hábitos Alimentares: Alimenta-se de diversos tipos de plantas, mesmo cheias de espinhos. Seu alimento favorito são os cactos. Reprodução: Gestação de aproximadamente 230 dias com apenas uma cria. Período de Vida: Cerca de 25 anos
o Guepardo (chita)
Nomes Conhecidos: Guepardo, Chita (Cheetah), Leopardo da Índia
Classe: Mamíferos

Ordem: Carnívoros
Família: Felidae
Espécie: Acinonyx jubatus
Os guepardos são animais extremamente ágeis. Com a ajuda de sua cauda e de almofadas especiais existentes nas patas, pode alcançar até 114 Km por hora. Realiza com facilidade manobras bruscas, como freadas súbitas e giros rápidos, graças a constituição endurecida e ponteaguda de suas almofadas e das garras que não se retraem, características únicas entre os felinos. Na perseguição a uma presa, persegue-a com perspicácia e não desiste de alcançar os seus objetivos.Demarca e domina o seu território. Estão distribuídos na África e na Ásia, estando a espécie asiática ameaçada de extinção. O macho mede 2,10 metros e cerca de 59 Kg, enquanto sua fêmea não atinge mais do que três quartos de seu tamanho.


o Falcão-peregrino
O Falcão-peregrino, Falco peregrinus, é a ave mais rápida do mundo. Na verdade é o animal que se desloca a maior velocidade: em "voo picado" atinge velocidades avaliadas em cerca de 400 km/h!O design do seu corpo adapta-se perfeitamente à velocidade, lembrando um avião a jacto, ou melhor, a forma dos jactos é que lembra a anatomia de um Falcão-peregrino. Características especiais permitem-lhe mergulhar em velocidade: nos olhos tem uma membrana especial para proteger de qualquer grão de poeira, que, por mais pequeno que seja, com a velocidade, poderia ferir o animal; as narinas têm uma forma própria para poder respirar sem problemas. Todo o corpo do animal foi criado para a velocidade. Uma verdadeira máquina de voar, nada fácil de focar em pleno voo..

o Pinguim-papua
O pinguim papua é a ave que nada mais rápido: O pinguim de bico vermelho de Papua, Pygoscelis Papua. Atinge a velocidade de 27 km/hora. Mede de 75 a 90 cm de altura. Os ninhos são feitos de pedras empilhadas numa formação circular e atinge os 20 cm de altura e 25 de diâmetro. Estes são geralmente alvo de barulhentas disputas que chegam, frequentemente, à agressão. Tal é a importância que estas aves dão ao ninho que um macho pode conseguir favores de uma fêmea só pelo fato de lhe dar uma boa pedra. Os ovos pesam 500 g e os pais partilham a sua incubação, eclodindo entre o 34º e o 36º dias. As crias permanecem nos ninhos por trinta dias até formarem creches entre os 80 e os 100 dias já vão para o mar