sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mestres de disfarce : Camuflagem natural

Com a capacidade de desaparecer, misturar e juntar estes animais usam a arte da dissimulação como meio de sobrevivência no mundo natural- são Mestres do disfarce. Estes animais usam dois métodos básicos para esconder-se na natureza: semelhança geral e semelhança especial.
No semelhança geral os animais usam cores para misturar-se com seu habitat, para que sejam quase invisíveis. Com semelhança especial os animais usam uma combinação de cores, forma e comportamento para ajudá-los a aparecer como uma "coisa" em seu habitat.
O Peixe- Escorpião é capaz de imitar as cores que o rodeiam, utiliza essa capacidade mais para atacar e conseguir alimento do que se defender de predadores. Para isso tem a pele coberta de espinhos venenosos.

Olhar da aranha-do-mar de Merlet como o coral colorido em torno das costas de consoles de lealdade de Lifou, Nova Caledônia


A Preguiça-de-Coleira na Costa Rica é quase invisível, uma vez que agarra fortemente a este tronco de árvore

Preguiça-de-coleira sobe um tronco de árvore na Costa Rica
Uma aranha-do-caranguejo esconde em uma flor do gerânio em France
Pintainho do lagópode dos Alpes da rocha em seu ninho em Noruega
A Cigarra Cinzenta, como qualquer insecto, é um alvo preferencial de diversos predadores. Este exemplar confunde-se com o tronco do pinheiro onde pousou.
Uma cigarra cinzenta esconde-se na casca do pinho em França

A Locust mimicks uma lâmina de grama no Burkina Faso

A orquídea luxuoso e convenientemente frágil é uma das flores revered da natureza. Na realidade, é um bromeliad um pouco resistente, e há uns milhares de variedades diferentes. Este Mantis malaio da orquídea adaptou-se inteligente para assemelhar-se às orquídeas brancas impressionantes da região.

Mantis malaio da orquídea combina perfeitamente com uma flor

Esperando pacientemente debaixo deste lírio na australiana swamplands, este jovem crocodilo usa sua pele verde para misturar-se perfeitamente com o seu habitat, à espera de atacar. Esconde-se na areia e sob a forma de uma planta.
Um jovem de crocodilo marinho esconde-se sob um nenúfar na Austrália

Apesar de ser um animal terrível - pode medir cerca de 2,50 m, pesar 300 kg e viver 50 anos - também recorre à camuflagem. Aqui confunde-se com a vegetação coberta de neve de uma floresta americana.
Um urso-pardo esconde-se na neve coberta de arbustos da América do Norte
Um caranguejo do Harlequin disfarça-se de pepino-do-mar em Indonésia

O Polvo Mímico indonésio tem uma habilidade original de girar virtualmente toda a cor ou teste padrão. É naturalmente marrom e manchado mas foi visto em cada matiz do branco do fantasma, como mostrado acima, à cor-de-rosa azul e impetuosamente vermelha ou misteriosa brilhante. Embora muitos polvos são sabidos para mudar a textura da cor e da pele, simplesmente o polvo mímico pode tomar na forma e nas caraterísticas de outros animais.

Um Mimic Octopus é capaz de imitar a textura de pedras, algas e areia ao largo da costa das Ilhas Maldivas
O Sapo emerge das águas, cobertas de vegetação usada para alimentar patos. É da cor mais habitual no seu meio ambiente e esse é o processo mais comum de camuflagem natura.
Um sapo verde emergente da duckweeds em St Omer, França

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Willem Kolff - 1ª máquina de diálise

Willem Kolff ( 1911-2009), médico holandês, inventou uma máquina de diálise, ou seja, um aparelho capaz de separar substâncias no estado líquido, filtrando-as através duma membrana que as restantes substâncias não conseguem atravessar.


Willem J. Kolff é considerado o Pai dos Órgãos Artificiais. Inventou a máquina de hemodiálise (rim artificial) em 1941 e tratou o primeiro paciente em 1943.
Pouco antes da 2ª guerra mundial, Willem Kolff acompanhou a morte lenta de um rapaz de 22 anos com deficiência renal e ficou a pensar que talvez tivesse conseguido salvá-lo, se tivesse encontrado uma forma de remover a ureia do sangue. Em tempos de guerra, teve de improvisar para encontrar os materiais: usou pedaços do motor de um Ford, aproveitou metais de um avião alemão abatido, recolheu latas de sumo de laranja e utilizou papel celofane que envolvia as salsichas. Juntou um cilindro de madeira. Com estes materiais idealizou uma máquina que utilizava cerca de quarenta metros de tubos de membrana de acetato de celulose enrolada num tambor rotatório, o qual mantinha-se mergulhado em uma bacia contendo a solução de diálise. Uma bureta coletava o sangue do paciente (não havia bomba de sangue), e pela acção da gravidade o impulsionava através da membrana dialisadora. O sangue, depois de purificado, retornava ao corpo do paciente.
A história registra quinze pacientes tratados pelo rim artificial antes que um deles sobrevivesse. A primeira sobrevivente foi Sophia Schafstadt, atendida em setembro de 1945, em coma. Após a hemodiálise, a paciente recuperou a conciência e viveu por mais sete anos.

Fotos: (de cima para baixo)(1) Willem Kolff. (2) ,(3) As primeiras máquinas de hemodiálise, fabricadas em Kampen (Holanda), com lâminas de madeira e (4) Prof. Willem J. Kolff (ao centro) manuseando um dos primeiros modelos de máquinas de hemodiálise.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gato Bravo

Classe - Mammalia (mamíferos)
Ordem - Carnivora (carnívoros)
Família - Felidae (felídeos)
Género - Felis
Espécie - Felis silvestris
Nomes comuns -gato-bravo, gato-cabeçana, gato-montês









Carnívoro de médio porte, semelhante a um gato doméstico ( Felis catus) listado ou malhado, mas mais robusto. A principal característica distintiva da espécie é a sua cauda grossa e de aspecto tufado, que apresenta 3 a 5 anéis pretos, largos e bem espaçados, terminando numa ponta negra arredondada.
Animal esquivo e de hábitos nocturnos, o gato-bravo é extremamente difícil de observar na natureza. Contudo é possível encontrar indícios da sua presença: pegadas arredondadas, geralmente maiores que as de um gato doméstico (embora possa ocorrer alguma sobreposição), nas quais apenas 4 dedos (sem garras) e a almofada principal, trilobada, são visíveis (o 5º dedo da pata anterior e a almofada metacárpica não ficam marcados); excrementos compactos de forma cilíndrica, muitas vezes pontiagudos nas extremidades e, quando frescos, com um forte odor almiscarado.

Alimenta-se maioritariamente de lagomorfos (principalmente coelho-bravo) e roedores.
Os acasalamentos ocorrem no final do Inverno e na Primavera e os nascimentos entre Abril e Setembro, com um pico em Maio. O período de gestação é de 63 a 70 dias e, em média, as ninhadas são de 3 a 7 crias, que nascem cegas mas cobertas de pêlo (mais escuro e com marcas mais distintas que o adulto). Apenas a fêmea presta cuidados às crias, que se tornam independentes aproximadamente aos 5 meses de idade. A maturidade sexual é alcançada aos 10-12 meses.